Esquadrilha de robôs

 

O Rio de Janeiro é uma das cidades do Brasil que mais utilizam os aviões não tripulados, mais conhecidos como drones. As vésperas dos Jogos Olímpicos esta é uma questão que tem preocupado as autoridades cariocas.

De acordo com um levantamento de uma grande empresa do setor, a chinesa DJI, a quantidade de dados transferidos dos drones para suas redes sociais no Brasil aumentou 680% em 2015. Deste número uma margem de 83% partiu do Rio de Janeiro.

Esses equipamentos ganharam a atenção das pessoas em todo o mundo nos últimos anos. Eles são utilizados tanto para fins profissionais, que vão desde monitoramento de plantações até para socorrer pessoas, como também para uso pessoal, já que conseguem tirar fotos e fazer filmagens de ângulos inusitados. Para ter ideia, o mercado de drones deve movimentar no Brasil neste ano 200 milhões de reais.

A falta de regulamentação no país é uma das maiores preocupações dos organizadores dos Jogos Olímpicos que vão acontecer no Rio entre o dia 5 a 21 de agosto, isto também está diretamente ligado à segurança dos atletas e turistas.

Nessa questão o governo brasileiro tem tomado algumas medidas:

  • Especialmente nas Olimpíadas os aparelhos ficaram banidos em um raio de até 5 quilômetros das instalações olímpicas e dos aeroportos.
  • Está em andamento negociações com as principais fabricantes para alterar o sistema de voo e localização das máquinas no período dos jogos. Assim, as coordenadas das zonas de exclusão serão bloqueadas no GPS dos drones.
  • Há a possibilidade de criar sistemas sofisticados de registro dos aparelhos, como um aplicativo para smartphones no qual o aparelho é cadastrado e tudo repassado automaticamente aos centros de voos regionais.

Enquanto a regulamentação que servirá para todo o território nacional não é lançada, o jeito é criar medidas mais rápidas para abranger ao menos o período dos Jogos Olímpicos. Felizmente o Brasil não possui em seu histórico ataques terroristas, mas em um evento mundial toda preocupação e cautela são válidas. Da mesma maneira que essas tecnologias áreas proporcionam experiências únicas com o seu uso, existe muita gente se favorecendo delas para agir com más intenções. O cenário aéreo precisa o quanto antes de regras.

 

 

 

*Assunto baseado na reportagem da revista Veja

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