Uber investe US$500 milhões em projeto para reduzir a dependência do Google

 

Uma relação que foi promissora inicialmente se tornou palco de desconfiança. Em outras palavras, o Google, um dos primeiros a investir no Uber virou uma ameaça aos negócios da startup de transporte, e também seu futuro concorrente.

A contratação no ano passado pelo Uber do especialista em mapas digitais, Brian McCledon, que coordenou o Google Maps e o Google Earth, levantou suspeitas sobre os planos da startup. Contudo, recentemente foi possível comprovar que o Uber pretende mesmo seguir sozinho sem mais depender dos serviços do Google, especialmente do Maps que é usado atualmente no aplicativo pela maioria dos usuários.

O plano ousado é desenvolver um mapa próprio através dos US$ 500 milhões que foram disponibilizados para a empreitada. O Uber já começou a fazer isso nos Estados Unidos e no México, em breve pretende continuar com seus veículos de mapeamento por outros países.

Outros investidores conseguiram arrecadar US$ 13 bilhões para a companhia ampliar seus negócios em novas tecnologias, a exemplo dos mapas e também dos carros autônomos. Como afirmou McCledon, “mapas preciosos são o coração do nosso serviço e a espinha dorsal do nosso negócio”.

Resumindo, a união que no primeiro momento foi benéfica por contribuir para que os negócios do Uber se deslanchassem, agora está caminhando para o início de disputas entre duas grandes rivais tecnológicas.

Neste mundo acirrado das startups arrisco dizer que mesmo o Uber ter sido criado por ideias inovadoras, nem mesmo ele poderia imaginar alcançar níveis tão suplentes.  A startup nunca ficou acomodada em sua ideia original e se mostrou uma incansável na busca por novos negócios. Não será nada fácil desenvolver uma ferramenta de mapas ao nível do Google, este será um trabalho bem longo e cansativo. Porém, o mérito é válido para quem conseguiu romper barreiras econômicas e sociais em tantas partes do mundo.

 

 

*Assunto baseado na reportagem do jornal Folha de S. Paulo

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