Cresce a pressão sobre as telecoms

 

A batalha entre as companhias de telecomunicação com as empresas baseadas na internet apenas começou. Novos negócios, tecnologias e mudança de hábitos dos consumidores são alguns fatores que sinalizam que muita coisa nova está por vir.

A consultoria McKinsey realizou uma pesquisa com 254 executivos do setor de telecomunicação, mídia e tecnologia, para expor os principais fenômenos disruptivos:

  • Modelos de negócio baseados no conceito OTT (acima do topo, na sigla de em inglês), discutidos no Brasil, que eliminam a necessidade do usuário contratar uma operadora para algo além de banda larga a fim de acessar músicas e vídeos.
  • Novos pontos de contato dos consumidores com as telecomunicações criados por dispositivos baseados na internet.
  • Possibilidade de essas mudanças representarem a comoditização (transformação de bens em serviços em um commodity) dos produtos oferecidos pelas grandes empresas.

Além disso, tem a expansão da internet das coisas que visa ligar diferentes objetos a web, como geladeiras, lâmpadas, relógios, calçados e roupas.  E também as tecnologias denominadas de ‘smart’ que possibilitam, por exemplo, medir o gasto com a energia e monitorar o consumo de alimentos.

Vamos citar o exemplo de nossa própria casa, quantos smartphones, tablets e computadores utilizam a internet diariamente? Daqui alguns anos nós teremos ainda mais equipamentos, como os citados acima. Se a gente já reclama da qualidade dos serviços que hoje oferecem conexão, como será futuramente? É isso que abre brechas para novos competidores no mercado.

Acredito que é praticamente unânime a insatisfação dos brasileiros em relação às empresas de telecomunicação. Gera certa revolta ver que essas empresas tentam de todas as maneiras lucrar ainda mais e manter seu monopólio, a exemplo da intenção de limitar a oferta da internet e banda larga e a enorme pressão para regularizar (também se entende exigir receitas altas) de empresas como WhatsApp e Netflix.

Resumindo, ainda tem muita coisa pra acontecer. Esperamos que os órgãos reguladores e o governo coloque o consumidor em primeiro plano.

 

 

*Assunto baseado na reportagem da revista HSM

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