Capital fica à espera de projetos bem acabados

 

As burocracias e exigências para principalmente as pequenas e médias empresas conseguirem financiamento, fazem muitas não terem outra saída a não ser desistirem dos seus negócios ou simplesmente não mais se desenvolverem. O curioso nisso tudo, é que existem várias ofertas de crédito disponíveis, mas quase ninguém sabe disso.

Algumas coisas soam bem contraditórias, como por exemplo, o alto nível de garantias que essas empresas precisam oferecer para ganhar os créditos, ou conseguir corresponder às chamadas dos programas apresentando projetos de grande qualidade.

Entre as ofertas de crédito disponíveis: Inocacred da Finep; Pipe e Pite, da Fapesp; Desenvolvimento SP; e MPE Inovadora do BNDES, voltada a PMEs da área de tecnologia da informação.

Devido às burocracias, no próprio início do caminho para fundar uma empresa, muitos empreendedores voltam para trás. Outros que se aventuraram possuem muito pouco, ou quase nenhum, conhecimento de apoio e incentivo para prosperarem e se beneficiarem de iniciativas que possuem esse propósito. Não por acaso, programas como o Pesquisar Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da Fapesp, conseguiu efetivar somente 40% dos R$120 milhões destinados ao fomento de inovações.

A inovação no Brasil está desfragmentada. É o cada um por si, vença quem puder. Não teremos bons resultados se não houver um trabalho conjunto entre todos os agentes envolvidos nesse processo: universidades, centros de pesquisa, bancos, agências de fomento, entidades, empreendedores e o governo. As entidades citadas acima, por exemplo, também precisam trabalhar em conjunto e não esperar que os projetos batam em sua porta. Ações como essas seriam o ponto de partida para uma mudança de cenário – no qual precisamos urgentemente.

 

 

*Assunto extraído do Jornal Valor Econômico

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