Tecnologia e inovação avançam em Goiás

Em uma retrospectiva dos quatros anos – 2011/2014 – no qual tive o desafio de assumir como Superintendente Executivo da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Goiás – Sectec; elenco aqui os principais projetos e ações desenvolvidos por meio da secretaria e toda sua equipe, que visaram acima de tudo promover a inovação em nosso Estado e qualificar o cidadão goiano nas áreas de educação profissional, tendo como eixo norteador a formação e potencialização do talento humano, visando a empregabilidade e o empreendedorismo.

Ressalvo ainda que a Sectec passou a ser uma pasta temática, e está agora inserida na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Os programas citados abaixo terão continuidade; a ciência, tecnologia e inovação estará presente nos planos e atividades futuras do Governo de Goiás. 

1. PROGRAMA BOLSA FUTURO

O Programa Bolsa Futuro, é o maior programa estadual de qualificação do país. Está sendo desenvolvido por meio da Rede Estadual de Educação Profissional implantada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – Sectec, em 90 municípios goianos. A Rede é composta por 16 Institutos Tecnológicos do Estado de Goiás – ITEGOs e 120 Colégios Tecnológicos de Goiás – COTECs.

A Rede está sendo ampliada com a construção de oito novas unidades, localizadas em Aparecida de Goiânia, Jardim Curitiba – região noroeste da capital, Mineiros, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso, Niquelândia, Piracanjuba e Planaltina. Mais de meio milhão de goianos em todos os setores da economia já foram qualificados antes do final de 2014.

A população de baixa renda que vive no Estado recebe atenção especial do Programa. Foram reservadas 200 mil vagas para integrantes de famílias beneficiárias de programas de transferência de renda (Bolsa Família e Renda Cidadã). Além de promover a ascensão social por meio da qualificação profissional, o Programa Bolsa Futuro garante mão de obra necessária para que Goiás continue a crescer acima da média nacional. 

2. COTECs

Os Colégios Tecnológicos, que estão vinculados à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, podem ofertar cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores e educação profissional técnica de nível médio.

No caso de identificação de demanda, o funcionamento de cursos dos Institutos Tecnológicos – ITEGOs, poderá se dar nos Colégios Tecnológicos, desde que estes estejam vinculados administrativamente a um ITEGO.

Os Cotecs são instituições voltadas para a qualificação profissional de ensino presencial e à distância e têm como objetivo oferecer conhecimento tecnológico, inovação e fortalecer as economias locais.

3. CEPs

Os Centros de Educação Profissional são unidades de ensino profissional, ligados à Sectec, que fazem parte de um programa do Governo Goiano, articulado às atividades da educação Profissional do Estado, visando à formação, qualificação e requalificação do cidadão-profissional, para que este seja competente e capacitado, com condições de empregabilidade e empreendedorismo  eficientes às demandas do setor produtivo.

Sua missão institucional é contribuir com agente fornecedor e por meio da participação social para a implementação das políticas públicas da educação e o apoio financeiro das instituições públicas e privadas (Federal, Estadual, Municipal), e instituições privadas sem fins lucrativos.

Contendo vários cursos mantidos pelo Governo de Goiás, em parceria com o Governo Federal eles atendem a 23 municípios regionais: Água Limpa, Aloândia, Bom Jesus de Goiás, Buriti Alegre, Cachoeira Dourada, Caldas Novas, Cromínia, Goiatuba, Inaciolândia, Itumbiara, Joviânia, Mairipotaba, Marzagão, Morrinhos, Panamá, Piracanjubá, Pontalina, Porteirão, Professor Jamil, Rio Quente e Vicentinópolis.

4. ITEGOs

Um novo modelo de educação profissional, ofertada por meio de cursos e programas de formação inicial e continuada, educação profissional técnica de nível médio e educação profissional tecnológica de graduação e de pós-graduação, desenvolver-se-á nos Instituto Tecnológico do Estado de Goiás – ITEGO.

Mediante a realização de estudos que demonstrem a necessidade de um Instituto para o desenvolvimento econômico regional e para a profissionalização de jovens e adultos os ITEGOs são criados.

Os Institutos Tecnológicos do Estado de Goiás, vinculados à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, são uma nova estrutura de ensino profissionalizante, aprovada e sancionada pela Assembléia Legislativa que incluirão também os Centros de Educação Profissional – CEPs que já atuam em diversos municípios do Estado de Goiás.

Os ITEGOs poderão ofertar cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores, educação profissional técnica de nível médio e educação profissional tecnológica de graduação e de pós-graduação;

Serão construídos ao todo 16 ITEGOs, que compõem à Rede Estadual de Educação Profissional. Quando prontas, terão capacidade para atender, cada uma, cerca de 1200 alunos em três turnos, com cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores, educação profissional técnica de nível médio e educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. 

5. ESCOLA TÉCNICA PADRÃO 1200

Por meio de parceria entre o Governo do Estado de Goiás e o Ministério da Educação (MEC) a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação – Sectec está finalizando a construção das escolas técnicas de um total de cinco que serão construídas em Goiânia (Região Noroeste), Aparecia de Goiânia, Mineiros, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso. O convênio com o MEC, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), “vai incrementar de forma significativa o atendimento à crescente demanda dos trabalhadores e das empresas por qualificação profissional”. As Escolas Padrão 1200 terão anfiteatro, quadra coberta e laboratórios para os cursos de qualificação profissional.

A construção das unidades vai permitir que o Governo de Goiás ultrapasse as metas estabelecidas para o Programa Estadual de Qualificação para o Trabalho estabelecidas pela atual e pela próxima administração. Investir em qualificação profissional é uma das maneiras de garantir o crescimento sustentável da economia goiana, que vem gerando empregos sempre acima da média nacional. Sem esses investimentos em qualificação, o estado corria o risco de sofrer um apagão de mão de obra. Esse risco agora está afastado.

6. PRONATEC

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego foi criado pelo Governo Federal em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica.

O Governo do Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação firmou parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério de Educação e Cultura para promover os cursos de qualificação profissional ofertados pelo Pronatec.

Os cursos atingirão a marca de 40 mil trabalhadores matriculados até o final de 2014 no Estado de Goiás. 

7. SIMEHGO

O Programa “Sistema de Metereologia e Estudos Hidrológicos e Climatológicos” tem como objetivo central disponibilizar informações climatológicas e hidrológicas para a sociedade em geral, em especial para os agricultores, procurando aprimorar e desenvolver a agropecuária em Goiás. As informações também são disseminadas para todos os setores produtivos do Estado auxiliando no aumento da produção.

É um programa do Governo de Goiás em parceria com o Governo Federal por meio do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI e destaca-se pela sua capacidade de elaborar previsão de tempo e clima por meio de dados obtidos pela instalação de equipamentos de ponta conhecidos como Plataformas Automáticas de coleta de dados -PCD’s. A operacionalização dessas PCD’s proporciona um melhor monitoramento de tempo e clima, tendo em vista que todo modelo numérico de previsão, seja de tempo ou clima, precisa ser processado com dados reais, que foram observados num determinado tempo ou período.

Como uma entidade de pesquisa ligada ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ, em seus estudos e pesquisas, a equipe do SIMEHGO desenvolve publicações de documentos técnicos e artigos científicos.

8. PROGRAMA ÁGUA PARA TODOS

Através de três convênios firmados entre o Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério da integração Nacional, o Programa Água para Todos executará 3 projetos: a instalação de cisternas, de polietileno com 16.000 litros, de captação de água da chuva, para o consumo humano; a instalação de sistemas coletivos de abastecimento de água, com cada sistema atendendo a 40 famílias; e a instalação de captação da água por poço revestido de baixa profundidade, os Mini Poços individuais.

As famílias a serem atendidas com as tecnologias apoiadas pelo Programa Água para Todos deverão atender aos seguintes critérios: ser morador (a) de área rural; estar inscrita no CadÚnico e possuir renda familiar per capita de até R$ 140,00 (cento e quarenta reais) mensais; possuir atendimento precário por outra fonte hídrica que comprometa a quantidade e a qualidade necessárias, como por exemplo, quando a água consumida esta contaminada por agentes físico-químicos ou bacteriológicos, poço tubular com vazão insuficiente, cisterna de lona, entre outros mediante laudo técnico, com a devida identificação, que justifique a instalação; residir em local coberto com telhado adequado; não ter sido atendida por outro programa com a mesma finalidade do Água para Todos, na mesma tecnologia apoiada; e também podem ser atendidas famílias com aposentados que vivam exclusivamente da renda previdenciária, mesmo possuindo renda per capita familiar acima de R$140,00.

Em sua primeira etapa, os seguintes municípios foram contemplados com as cisternas do Programa: Sítio D’Abadia, São Domingos, Guarani de Goiás, Buritinópolis, Iaciara, Cavalcante, Nova Roma, Flores de Goiás, Campos Belos e Divinópolis de Goiás. A segunda etapa atenderá uma média de mais 50 municípios, priorizando os assentamentos rurais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA.

9. RGI

A Rede Goiana de Inovação, da qual a Sectec é filiada, é uma associação que visa ao estudo, à pesquisa e experimentação de novos modelos sócio-produtivos e à respectiva divulgação de informações e conhecimentos técnicos e científicos, com a finalidade de fortalecer o desenvolvimento do empreendedorismo no Estado de Goiás. Ela apoia o desenvolvimento de incubadoras de empresas, parques tecnológicos, tecnópolis, e pólos existentes e que vierem a surgir no Estado de Goiás, além de entidades públicas e privadas, centros tecnológicos, universidades e representantes de órgãos de fomento.

As incubadoras são organizações que incentivam a criação e o desenvolvimento de pequenas e microempresas industriais ou de prestação de serviços de base tecnológica ou de manufaturas leves, através do provimento de infraestrutura básica e qualificação técnica e gerencial ao empreendedor, viabilizando o acesso à inovação tecnológica e consequentemente sua inserção no mercado de maneira mais competitiva. É comum que as incubadoras disponibilizem um espaço físico para abrigar temporariamente esses empreendedores oferecendo serviços, tais como capacitação em gestão, assessorias, consultorias, orientação para a elaboração de projetos a serem apresentados para instituições de fomento além de serviços administrativos.

Hoje contamos com 10 incubadoras no estado que mantém parcerias com a Finep, CNPq, Sectec, Sebrae, Funape (Fundação de Apoio à Pesquisa – UFG), FAPEG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás) CDTI (Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), AJE (Associação dos Jovens Empreendedores e Empresários de Goiânia), Comtec (Comunidade Tecnológica de Goiás), Associação Comercial e Industrial de Rio Verde, Secretaria de Agroindústria do Município de Rio Verde e os Parques Tecnológicos do Estado:

– Aldeia Anhanguera, ligada à Uni-Anhanguera, é uma incubadora na modalidade mista, ou seja, abriga empresas ou projetos inovadores de qualquer área que necessite de assessoria e acompanhamento no desenvolvimento dos negócios, tendo sido implantada por meio de um planejamento consistente e eficaz.

– Cerve, ligada à Universidade de Rio Verde, o Centro de Empreendedores de Rio Verde é um núcleo de extensão do Curso de Administração da UniRV – Universidade de Rio Verdee atualmente mantém incubadas duas Associações de empresários que administram os Pólos Moveleiro (com 30 empresários associados) e de Confecções (250 empreendedores).

– A Incubadora de Empresas da UFG (Universidade Federal de Goiás), implantada com a criação do Proine, o Programa de Incubação de Empresas da Universidade, foi idealizada como resposta à necessidade de estimular e apoiar a criação, desenvolvimento e consolidação de Empreendimentos de Base Tecnológica – EBTs por meio da interação com a comunidade acadêmica visando o aproveitamento de talentos e conhecimentos gerados na UFG.

– A Incubadora de Empresas da UEG (Universidade Estadual de Goiás), criada por meio do Proin – Programa de Incubadoras desta universidade, tem como filosofia o uso racional de infraestrutura econômica, científica e tecnológica, de forma compartilhada, fato que proporciona elementos básicos à viabilização, operacionalização e desenvolvimento de novas empresas, produtos e serviços com vistas ao desenvolvimento local, regional e nacional.

– Tecnotex Incubadora de Empresas na cidade de Goianésia, foi criada com a missão de estimular a criação e instalação de novas empresas e assegurar a disseminação das melhores práticas de gestão empresarial e inovação tecnológica dentre o agrupamento local de produção. Ela realiza “O Encontro Tecnotex de Negócios” no intuito de promover a integração entre os empreendedores apoiados pelo Programa Tecnotex, implantado pela Prefeitura Municipal com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae em Goiás).

– Incubadora Athenas, a incubadora do Campus de Catalão da Universidade Federal de Goiás, tem como objetivo apoiar a criação, o desenvolvimento e a consolidação de empreendimentos inovadores nas áreas de competência da UFG. O principal objetivo da Incubadora Athenas é proporcionar condições necessárias para que as empresas incubadas possam se preparar e se fortalecer para o mercado e superar as barreiras existentes.

– A UniIncubadora, o programa de incubadora de empresas da UniEvangélica, é um programa, sem fins lucrativos cuja responsabilidade está na transferência de tecnologia, prestação de serviços especializados e interação do Centro Universitário com empreendedores e a sociedade em geral. Embora a UniIncubadora esteja implantada no campus da UniEvangélica, não tem objetivos limitados ao espaço acadêmico. Na sua formulação, Anápolis e região são áreas de abrangência de sua atividade, mesmo porque a dinâmica do mercado e de oportunidades não pode ter limites estabelecidos. 

10. PGTEC

O Programa Goiano de Parques Tecnológico foi desenvolvido no intuito de incentivar a implantação de Parques Tecnológicos no Estado de Goiás, nos termos do art. 19 da Lei nº 16.922, de 08 de fevereiro de 2011, como estratégia para a implementação de investimentos em pesquisa e a apropriação de novas tecnologias geradoras de negócios e viabilizadoras de competitividade econômica.

Hoje o Estado de Goiás possui 2 Parques Tecnológicos credenciados ao PGTEC, o Parque Tecnológico Samambaia e o Parque Tecnológico de Anápolis.

– O Parque Tecnológico Samambaia, ligado à Universidade Federal de Goiás, na Região Norte do município de Goiânia é um parque multi-usuário e multi-institucional. A primeira unidade do Parque é o Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CRTI), que é aberto a universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais, com propósito de desenvolver materiais e soluções para empresas e indústrias de Goiás e do Centro-Oeste.

– Parque Tecnológico de Anápolis é um empreendimento de 117 hectares cujo projeto do empreendimento se baseou em diagnósticos que apontaram para um conjunto de empresas ligadas ao Fármaco (Biossimilares), à Biotecnologia, à Tecnologia da Informação, Metalmecânico e Alimento da região, às demandas e aos gargalos em sua base tecnológica externa e interna. O projeto prevê, na primeira etapa, um centro administrativo, um centro empresarial e uma unidade de pesquisa e incubadora de empresas. A finalidade do Parque Tecnológico é atrair empresas que agregam tecnologia e inovação, e o fortalecimento na cadeia produtiva de diversos setores da economia, com geração de empregos de alto desempenho num cenário inovador, onde além do crescimento econômico, permitirá a integração de universidades com potencial científico e tecnológico, incentivando estudantes a desenvolverem suas pesquisas.

Hoje a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, e a Rede Goiana de Inovação são filiados à Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores – ANPROTEC que reúne cerca de 280 associados incubadoras de empresas, parques tecnológicos, instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos e outras entidades ligadas ao empreendedorismo e à inovação. A ANPROTEC tem a missão de agregar, representar e defender os interesses das entidades promotoras de empreendimentos inovadores – em especial as gestoras de incubadoras, parques tecnológicos, polos e tecnópoles, fortalecendo esses modelos como instrumentos para o desenvolvimento sustentado do Brasil, objetivando a criação e o fortalecimento de empresas baseadas em conhecimento. 

11. PCTec

Em parceria com a iniciativa privada, foi criado o Programa Condomínios Empresariais Tecnológicos do Estado de Goiás – PCTec, e já está em implantação o primeiro PCTec, denominado GoiásTec, no município de Catalão.

Os investimentos são na ordem de R$ 21,5 milhões para fossem executadas as obras, além da aquisição de máquinas e equipamentos. As projeções são de gerar 4.720 novas vagas de empregos diretos e indiretos.

12. SIGO

O Sistema Goiano de Inovação é um facilitador do acesso à informação científica, reunindo amplo conjunto de dados sobre ciência, tecnologia e inovação em um único local. Nele estão integrados segmentos empresariais, governamentais, além de instituições de ensino e pesquisa.

Pautado pela qualidade, confiabilidade e agilidade, o Sigo, torna-se referência à cooperação tecnológica no Estado de Goiás ao oferecer espaço para a divulgação de resultados de pesquisas, produtos e processos em Ciência, Tecnologia e Inovação.

A plataforma SIGO (www.sigo.go.gov.br) tem como objetivos não só a divulgação das ações de CT&I em Goiás, mas também contribuir na elaboração de projetos estruturantes para o Estado de Goiás e estimular o desenvolvimento científico, tecnológico e sustentável do Estado.

13. PROGRAMA BANDA LARGA POPULAR

Todos os municípios de Goiás já possuem o Programa Banda Larga Popular. A internet conta com velocidade igual ou superior a 1Mb (um megabit por segundo). O preço dos planos tem que ser menor do que R$ 30,00, e todo o equipamento gratuito.

Goiás foi o segundo Estado brasileiro a tirar o projeto do papel. A redução das mensalidades de internet de banda larga é resultado da isenção, pelo Governo Estadual, da alíquota de ICMS para as operadoras de telefonia fixa, que está em vigor desde o dia 1º de julho de 2011.

14. PROJETO CIDADÃO CONECTADO

O projeto visa oferecer internet sem fio, gratuita, para moradores da Capital e do interior. Trata-se de um link que fornecerá sinal de internet e será implantado em locais com grande circulação de pessoas, principalmente praças. Já foram licitados Wi-fi para 25 espaços públicos em 16 municípios do Estado: Trindade, Campo Alegre de Goiás, Cristalina, Ipameri, Anhanguera, Catalão, Corumbaíba, Cumari, Davinópolis, Goiandira, Nova Aurora, Ouvidor, Rio Quente e Três Ranchos.

Em 2013, técnicos visitaram os municípios para definirem, juntamente com os prefeitos, os espaços públicos. Os usuários farão conexão com notebooks, smartphones, tablets, entre outros. No primeiro acesso, será realizado um cadastro para criação de login com senha. O sistema funcionará com delimitação de tempo por usuário, permitindo a democratização de acessos.

15. PROJETO CIDADANIA DIGITAL JÁ

O Governo Estadual articulou com o setor privado e com o terceiro setor, soluções em busca da promoção da inclusão digital. O Banco de Brasil, Intel e a MicroPower passaram a oferecer recursos econômicos para beneficiar as entidades sociais, que tem como público-alvo preferenciais os idosos, pessoas com deficiências e com baixo letramento.

São oferecidos computadores, programas de treinamento e tecnologia assertiva para todas as entidades beneficiadas com o programa. Já foram entregues 679 computadores a 38 entidades sociais, e trenados, pela Intel, 45 mediadores e mediadores seniores.

A meta do projeto é assistir as entidades sociais, isso significa apoiar as organizações que queiram fazer a inclusão digital. O programa favorece uma gestão pública empreendedora, no qual trabalha junto com a sociedade para implementar uma política pública social. 

16. REDE METROGYN

A MetroGyn está inserida no projeto de Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), como iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – RNP.

A Rede Metropolitana de Goiânia – MetroGyn, corresponde à rede de fibras ópticas que interliga os principais órgãos do Governo Estadual. As fibras aumentam, e muito, a estabilidade das conectividades pré-existentes; a qualidade do acesso à internet, além da eliminação dos custos com telefonia interna com a adoção da tecnologia Voz sobre Ip – VoIp.

Em sua primeira etapa, já em funcionamento, 14 sites foram interligados, atendendo diretamente a 31 unidades administrativas do governo estadual, com um anel óptico de 70 quilômetros com tripla redundância. A segunda etapa, licitada em 2014, que aumentará ampliará o anel para quase 180 quilômetros, abrangerá mais 65 novos sites.

A velocidade da internet destes órgãos estaduais, que estava entre 1 a 15 Mbps (megabits por segundo) aumentou para 100 Gbps (gigabits por segundo), o que permite um acesso de 100 Mbps em um computador pessoal. Isto significa mais agilidade e eficiência nos processos e no atendimento ao cidadão.

Com a expansão da Rede, novos projetos já são articulados baseados na alta conectividade que estará disponível: bibliotecas digitais inteiramente à disposição dos cidadãos, cursos na modalidade de educação à distância, sites interativos e com atendimento online, plataformas de conexão e colaboração entre os maiores hospitais da região metropolitana e unidades de saúde, entre outras iniciativas.

17. REGETEC

Vinculado ao Sistema Brasileiro de Tecnologia, o Programa da Rede Goiana de Extensão Tecnológica – REGETEC se dedica a mapear e sanar os gargalos de micro, pequenas e médias empresas. Estão sendo contemplados os segmentos de confecções, móveis, alimentos e de base mineral, que desempenham importante papel na geração de renda e emprego no Estado. A rede é um instrumento de articulação e aproximação da comunidade científica e tecnológica com as empresas, em favor da competitividade da produção goiana. 

18. RG-APL

Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) são aglomerados de agentes econômicos, políticos e sociais, localizados em um mesmo território, que apresentam vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem e relacionam-se com o conceito de planejamento regional. O objetivo dos APLs é promover o desenvolvimento regional por meio de estímulo à cooperação entre capacidade produtiva local, instituições de pesquisa, agentes de desenvolvimento, poderes federal, estadual e municipal com vistas à dinamização dos processos locais de inovação.

Através da Rede Goiana de apoio aos Arranjos Produtivos Locais – RG-APL, da qual a Sectec é coordenadora, temos promovido o desenvolvimento regional. A Sectec realizou nos últimos 4 anos investimentos nos seguintes APLs:

  • APL de Confecções de Moda Feminina de Goiânia
  • APL de Confecções de Catalão
  • APL de Confecções de Pontalina
  • APL de Confecções Jaraguá
  • APL de Confecções Itapuranga
  • APL de Confecções Itaguaru
  • APL de Confecções Taquaral
  • APL Lácteo e São Luís de Montes Belos
  • APL Lácteo do Norte
  • APL Lácteo das Águas Emendadas
  • APL da Cachaça
  • APL de Tecnologia da Informação
  • APL de Banana de Buriti
  • APL de Orgânico de Hidrolândia
  • APL de Cerâmica Vermelha do Norte Goiano
  • APL do Mel do Norte e Serra Dourada
  • APL do Mel do Entorno do DF
  • APL de Fitoterápico de Diorama
  • APL de Carne de Jussara

O APL de Tecnologia da Informação, hoje intitulada COMTEC – Comunidade Tecnológica de Goiás está executando um programa para formação e capacitação de mão de obra para as empresas goianas com base em Tecnologia da Informação. Voltado para a área de software, vendas de TIC e administração de infra-estrutura, este programa vem para suprir as áreas profissionais demandadas pela indústria com base em tecnologia da informação em desenvolvimento de software, engenharia de software, suporte técnico a usuários e a ambientes computacionais, atendimento e treinamento à usuários, e gestão de negócios. Os cursos que compõem o programa são:

Desenvolvimento de Software:

  • Lógica de programação orientada a objetos;
  • Linguagem SQL;
  • Programação com linguagem Java;
  • Programação com linguagem Java para a plataforma Android;
  • Programação com linguagem C Sharp (C#);
  • Programação com linguagem PHP;
  • Programação com Delphi;
  • Programação com linguagem Objective-C para a plataforma iOS;
  • Web designer;
  • Javascript cross-browser e DOM;

Engenharia de software:

  • Gestão de requisitos;
  • Gestão de configuração;
  • Gestão projetos de software;
  • Gestão da qualidade de software;
  • Gestão de testes de software;
  • Desenvolvimento orientado a testes TDD;
  • Suporte técnico a ambientes computacionais:
  • Administrador e suporte técnico em redes de computadores Linux
  • Administrado e suporte técnico em redes de computadores Windows Server 2012.

Gestão:

  • SCRUM;
  • Gerenciamento de Projetos (PMBOK);
  • Gestão da inovação tecnológica;
  • Boas práticas no atendimento aos clientes;
  • Vendas (como vender valor e não preço);
  • Técnicas de negociação;
  • Gestão do tempo;
  • Como ministrar treinamentos;
  • Liderança (formação de líderes)

Visando atender a demanda de qualificação técnica ao longo do Estado de Goiás na área de Redes de Computadores, que a Secretaria quer firmar Convênio com a Escola Superior de Redes – ESR para a implantação de seus cursos em nossas unidades de Institutos Tecnológicos, Colégios Tecnológicos e Centros de Educação Profissional.

Ainda há muito para o nosso Estado crescer e se desenvolver. É por isso que os programas citados serão melhorados, e novos projetos, planos e parcerias serão criados nessa nova etapa que se inicia agora em 2015. As bases para impulsionar o nosso Estado no campo da ciência, tecnologia e inovação já foram criadas, agora com muita determinação daremos continuidade para que Goiás continue a crescer, com foco em nossa produtividade, na inovação, no avanço da economia, na atração de investidores e na formação e qualificação dos nossos cidadãos.

 

 

 

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