Redes Sociais: seu candidato está on-line?

O primeiro turno das eleições 2014 no Brasil encerrou-se e dele ficou o legado do uso intenso das redes sociais como ferramenta assertiva de campanha, o que deve permanecer em alta nos locais em que haverá o segundo turno.

Definitivamente, alcançamos uma inovação no relacionamento entre candidato e seus eleitores. Sem a delimitação do tempo ou até mesmo de temas fixos, foi na rede social e outros canais da internet que o candidato expressou-se mais naturalmente e demonstrou seu posicionamento.

Uma verdadeira ‘conversa franca’, em que percebemos uma transparência neste processo de comunicação que permitiu ao eleitor identificar-se (ou não) com as propostas de cada candidato.

Em Goiás, tivemos um exemplo claro. O Deputado Federal mais bem votado foi o Delegado Waldir Soares, que baseou muito da sua campanha em sua página no Facebook. As postagens, que segundo o político são feitas de próprio punho e são ligadas ao noticiário policial, foram responsáveis por atrair mais 328 mil curtidas. O candidato foi eleito com 274.625 votos.

Os canais da web, seja ele Facebook, Instagram e os Hangouts, permitiram um acesso direto ao candidato e um sintonia da linha de pensamento, mas ao mesmo tempo, ampliou o alcance dos discursos e propósitos de cada campanha, principalmente aos candidatos sem muita verba ou histórico político. Partidos considerados nanicos receberam mais destaque ao dedicarem-se à internet.

Dados da 9ª pesquisa TIC Domicílios divulgada pelo CETIC.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), realizada entre setembro de 2013 e fevereiro de 2014, demonstram que mais de 50% população brasileira usa a internet, aproximadamente 86 milhões de brasileiros. Sendo que o número que acessa a internet por meio do telefone celular atingiu 52,5 milhões em 2013, representando 31% da população do país.

A população está conectada e cada vez de maneira mais diversa. Jovens, adultos e idosos avançam na apropriação da internet como principal ferramenta de comunicação, em que querem interlocutores no processo de relacionamento. Portanto, é assertiva a decisão dos políticos em estarem on-line, porém este comportamento não se deve restringir ao período eleitoral. É preciso constância no propósito e continuar com perfis atualizados e interativos durante todos os mandatos.

Não podemos resistir às mudanças e as forças políticas devem acompanhar à evolução de uma economia criativa e governos mais modernos e competitivos. Deixo aqui um vídeo do respeitado político e sociólogo Fernando Henrique Cardoso que, sabiamente, incentiva um novo jeito de se fazer política ao prezar pelo diálogo com novos atores e estimular o uso da internet como uma constante em governos responsáveis e comprometidos com os resultados.

 

 

 

 

 

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