Goiás bem guiado pelos novos modelos de gestão

Estamos às vésperas de final de ano. Esta é a temporada em que as empresas revisam seus planejamentos estratégicos, analisam seus resultados, redefinem objetivos e traçam novas metas. Este processo faz parte da gestão de inúmeras organizações privadas no cenário nacional e mundial.

Além da política de estabelecimento e cumprimento de metas, as empresas mantêm como estratégias de gestão, o foco na redução de custos, estabelecimento de indicadores, métricas de desempenho, diretrizes claras e valorização dos colaboradores.

Outro diferencial do modelo de gestão privado está no posicionamento estimulante de seus líderes, que acreditam no alcance das metas como forma de instigar suas equipes a atingirem o alvo e demonstrarem resultados.

Esta é uma receita de sucesso que, frequentemente, vem servindo de inspiração à iniciativa pública e aos governantes brasileiros.

As dificuldades econômicas e o quadro social deficitário de nosso país exigem, da administração pública, um nível de resultados bem superior ao que temos hoje. Para tanto, o estilo de gestão das organizações privadas são uma alternativa comprovada de modernizar a administração pública, trazendo resultados concretos e em curto prazo, sem deixar de lado a qualidade e o controle nos gastos.

Nos últimos anos, o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), importante consultoria brasileira reconhecida pelos profissionais de alto gabarito como Vicente Falconi, o único brasileiro na lista das “21 Vozes do Século XXI” da American Society for Quality, organização norte-americana que há mais de 50 anos analisa métodos de qualidade administrativa no mundo, trabalha dando orientação às empresas, mas também a iniciativa governamental. Hoje são mais de 40 municípios e oito Estados brasileiros, parceiros do INDG.

O ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, exerceu todo seu mandato ao lado da consultoria e atingiu resultados impressionantes. Com o programa Choque de Gestão, foi possível reduzir o peso dos recursos destinados à máquina administrativa e ampliar os investimentos voltados à melhoria da qualidade de vida no que tange a saúde, educação, segurança, infraestrutura, meio ambiente e geração de emprego, entre outras. De 2003 para 2009, o Governo de Minas saltou, nos investimentos próprios e das empresas públicas, de R$ 3,6 bilhões para R$ 11 bilhões.

Baseado em cases de sucesso como o de Minas Gerais, a equipe do novo Governo do Estado de Goiás anunciou que adotará o modelo de gestão privada, com foco em resultados.

Líderando esta equipe, Giuseppe Vecci e José Carlos de Siqueira, profissionais de competência e de confiança do governador eleito, Marconi Perillo, acompanhou os consultores da INDG, em uma visita de diagnóstico da máquina pública de Goiás.

Na gestão anterior, Vecci desempenhou um importante papel na reestruturação da máquina pública. Implantou ferramentas de gestão quando esteve a frente de Secretaria de Planejamento (Seplan), como o Planejamento Estratégico e o Programa de Qualidade, além da reforma administrativa com a criação das Agências públicas. Posteriormente, na Secretaria da Fazenda (SEFAZ), Vecci fez políticas de valorização do servidor através do Plano de Cargos e Salários e do Programa de Participação nos Resultados (PPR).

Um dos principais resultados alcançados na gestão do governador eleito foi triplicar o PIB do estado, e o próximo desafio é colocar Goiás entre as cinco maiores economias brasileira.

Nesta nova fase será necessário buscar objetivos que permeiam: equilíbrio fiscal, fixação de metas, foco em resultado, políticas de remuneração variável e do desenvolvimento gerencial. Passos de uma jornada ainda mais ousada, rumo a um Governo efetivo para a sociedade.

Goiás já experimentou nuances de uma evolução em sua administração. O contrato de gestão do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER), oriundo do mandato passado de Marconi Perillo no Governo de Goiás, é um dos exemplos de que o estilo de gestão privada dá certo e colhe resultados permanentes, ou seja, é um processo contínuo com melhorias constantes.

Alcançar os objetivos de modernização da administração pública é possível e vários cases exemplificam esta afirmação. Uma verdadeira revolução gerencial está ocorrendo no Brasil e estou convicto de que Goiás estará na lista de Estados que obtêm resultados concretos e benefícios reais para toda a sociedade.

Reilly Rangel

Artigo publicado em 14/12/2010 no Jornal Diário da Manhã

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