Carro compartilhado ajuda a baratear custo de transporte

 

Nem sempre ter um carro próprio é a melhor opção quando há intenção de economizar, da mesma maneira ocorre com a escolha do transporte oferecido pelo Uber. Veja uma interessante comparação entre o custo/benefício de algumas alternativas de transporte.

O jornal Valor Econômico consultou o professor Samy Dana, da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), para mostrar qual meio de transporte pode ser mais interessante economicamente. Ele analisou o carro próprio, o Uber, o táxi e o Zazcar (serviço de locação de veículos).

Foi levado em consideração diversos fatores que envolvem cada uma das opções. O carro próprio é de um veículo popular na faixa de R$ 35 mil: IPVA, combustível, seguro, manutenção e a depreciação do veículo ao ano (em torno de 10%). O Uber: preço base de R$ 3, mais R$ 0,35 por minuto e R$ 1,43 por quilômetro rodado. O táxi: custo da bandeira 1 e o da partida (média de R$4,50). E o Zazcar: mensalidade de R$ 49,90, de R$ 4 mais R$0,89 por quilômetro rodado; aqui também foi levado em consideração o fato do veículo ter de ser retirado e devolvido no mesmo local.

A comparação obteve dois resultados. Para jornadas mais curtas, o Uber ficou em primeiro lugar, seguido do carro próprio, depois o táxi seguido do Zazcar. A história muda quando envolvem percursos mais longos, o carro próprio aparece como a melhor opção, depois o Uber, o Zazcar e por último, o táxi.

Uma interessante observação é que a mescla entre o uso de táxi, Uber ou do carro próprio com o transporte público pode diminuir o custo anual até pela metade.

Outro modelo de transporte também está começando a se expandir no Brasil, é o chamado ‘carsharing’ (compartilhamento de carros). Entre as empresas de maior destaque está a BlaBlaCar, uma plataforma de viagens compartilhadas; e a PegCar e a Fleety, que intermediam o contato dos proprietários de carros para quem está interessado em sua locação.

Como ainda está no começo da expansão dessa modalidade, ainda há maiores dificuldades como a frota pequena e a necessidade de buscar e devolver o carro no mesmo local.

Ah! Não podemos também nos esquecer de mais uma alternativa, a bicicleta. – Mas que infelizmente ainda precisa de vontade pública e investimento para que se torne viável em muitas capitais.

Gostei bastante da comparação do jornal. A recessão econômica e a alta do preço do combustível são fatores cruciais para que muitos brasileiros repensem em alternativas mais baratas. E são exatamente essas questões que podem servir como um grande impulso para que a gente comece a mudar nossa mentalidade sobre o desejo de possuir um carro próprio. Se você já tem o seu veículo, dividi-lo, por exemplo, com um amigo, um parente ou um colega de trabalho é com certeza uma boa opção.

A economia compartilhada aos poucos se alastra em nossa sociedade: menos consumismo e individualidade, mais consciência e preocupação com o próximo (pessoas e meio ambiente).

 

 

 

*Artigo baseado na reportagem do jornal Valor Econômico

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