Não vou de táxi

Polêmico, causador de brigas e protestos: esse é o Uber – aplicativo que une motoristas autônomos e passageiros. Conheça mais sobre essa empresa que está causando alvoroço no mundo, e que tem intenções ainda mais ousadas.

Presente já em 56 países e 300 cidades – no Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília -, o Uber levantou 5,9 bilhões de dólares de investidores de risco e é avaliado em 41 bilhões de dólares. Ao todo são em média 1 milhão de passageiros que usam o serviço diariamente.

O objetivo do Uber é simples: fazer a intermediação entre passageiros e motoristas. Basta acessar o aplicativo, se cadastrar, fazer um treinamento de algumas horas que você está pronto para virar um motorista e ganhar dinheiro. Para o passageiro, é só acessar o app, indicar o destino e pagar pela corrida.

Simples para nós usuários – que convenhamos é uma boa opção para quem precisa de transporte -, mas não tão amigável para taxistas e prefeituras. A empresa enfrenta constantemente brigas com autoridades na maioria das cidades em que opera. Ela já foi contestada em tribunais da Bélgica, França, Alemanha e etc. Por aqui no Brasil, taxistas também já revoltaram em protestos. Eles afirmam ser um serviço ilegal, que não possui regulamentação e licenças, e que por isso deve ser combatido.

O Uber não é táxi. O que fazemos é transporte privado de passageiros. […] Existe, sim, a necessidade de uma regulamentação específica, o que é muito diferente de dizer que o Uber é ilegal”, disse Guilherme Telles, responsável pela operação do serviço na cidade de São Paulo.

Alguma outra empresa faz cair do céu tantos empregos?”, pergunta David Plouffe, vice-presidente sênior para políticas e estratégia, ao dizer que apenas em Los Angeles o Uber tem 20 000 motoristas trabalhando. Ele também afirma que em Chicago, o número de prisões de motoristas embriagados diminuiu 10% de 2012 a 2013. Como afirma a reportagem, “segundo Plouffe, o Uber é mais um elemento na rede de transportes e muitas vezes supre lacunas não atendidas pelas cidades.

Serei injusto ao expor minha opinião a favor do aplicativo? Injusto eu me refiro por talvez essa ser uma competição que pode deixar os taxistas em desvantagem. Mas o Uber faz parte de uma tendência que cresce cada vez mais, a da a economia de compartilhamento; consequência de um cenário em que as pessoas se beneficiam da tecnologia em experiências diferentes, e econômicas.

Não será nada fácil frear essa empresa. Mesmo com todo esse alvoroço o Uber continua firma em sua missão. A empresa ainda tem planos que vão além, isso ficou exposto com a parceria com a Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, para criar veículos autônomos.

 

Fonte: Exame

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