TSE proíbe campanha pelo Twitter até 6 de julho

Comentário da matéria “TSE proíbe campanha pelo Twitter até 6 de julho”

Revista Brasil 247

            Daqui a alguns meses, estaremos no período eleitoral, é época de campanhas políticas, com foco nas estratégias de comunicação e marketing. Nas eleições passadas, vimos que os candidatos aprenderam rapidamente a usar as redes sociais, angariando seguidores e publicando posts frequentemente.

            Definitivamente, as redes sociais entraram de vez no plano de comunicação dos políticos, principalmente em época de eleição. Neste novo cenário, o Tribunal Superior Eleitoral atentou-se ao risco dos twitts de candidatos serem uma propaganda eleitoral, antes do prazo determinado e autorizado pela lei.

            Depois de uma votação apertada (4X3), os ministros decidiram nesta última quinta-feira (15/03), que os candidatos às eleições municipais deste ano não poderão fazer propaganda eleitoral por meio do Twitter antes do dia 6 de julho, quando começa o período de divulgação oficial das candidaturas.

            A Revista Brasil 247 nos explica que oficialmente o Twitter foi considerado como meio de comunicação e por isto é uma plataforma de divulgação de campanhas, portanto, deve se enquadrar ao prazo oficial, determinado pela legislação eleitoral brasileira.

            Ninguém dúvida do potencial do Twitter na propagação da informação, entretanto, é difícil pensar como o conteúdo que é postado na web pode ser controlado. Acompanhar restritamente os candidatos na época de eleição pode ser viável, mas é impossível conter a maré de informações.

            Com um grande número de adeptos estão o Facebook e o Orkut. Tais redes sociais não foram mencionadas pelo TSE. Fato que pode interferir no objetivo do Tribunal em conter as divulgações de campanha antes do prazo. Além disso, será mesmo possível controlar o que falam na web? A internet é o espaço público, onde todos são emissores e receptores de mensagens – uma verdadeira rede, em que se predominam a colaboração e interação, e não a hierarquia.

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