Obstinação

Conheci o Reilly em janeiro de 1994, alguns dias antes de, a convite do Helder (então sócio da empresa), começar a trabalhar na Tron Informática.

Ao longo de mais de 16 anos, convivi diariamente com o diretor da empresa e, regularmente, com o amigo.

Entre trabalhos, projetos, sucessos e insucessos… entre nascimento de filhos, aniversários e outras comemorações, muito aprendi com este jovem empreendedor, razão pela qual tenho mais admiração por suas ações, do que crítica por um ou outro erro cometido neste sua rica história de sucesso.

Penso que cada de um nós, no que seria nossa individualidade, somos na verdade a soma de vários “eu´s” e, neste raciocínio, ao longo deste longo tempo conheci um pouco de cada um dos vários “Reilly´s” existentes, sendo eles os já citados empresário e amigo mas, também, o filho da Celina e do Delermando (Mandin), o esposo da Carla, o pai da Carol e do Leo, dentre outros.

Para cada personagem, um papel bem interpretado e, para cada papel, uma característica comum destes Reilly´s: a obstinação.

Quando falo papel não estou atribuindo a ele uma característica de hipócrita, claro que não. Queiramos ou não, em nossas vidas cotidianas interpretamos vários papéis, conforme o momento, o local, as pessoas, etc. Interpretar um papel é vivê-lo da melhor forma possível, sabendo quando e como ser cada um dos vários personagens que precisamos ser em nosso dia-a-dia.

Vendo-o “atuar” percebi por diversas vezes que o Reilly é, sem dúvida, uma das melhores personificações do adjetivo obstinado que, segundo o nosso vernáculo pátrio, é aquele “que não cede, é teimoso, ‘cabeçudo’ e pertinaz”.

Veja bem, se existe uma aura de negativismo nestas palavras (não cede, teimoso, ‘cabeçudo’ e pertinaz), uma imersão mais profunda na definição de cada uma delas será suficiente para melhor compreender o sentido positivo delas.

Claro que não são necessários 16 anos de convivência para perceber estas características positivas neste promissor empresário. Mas veja se elas não se aplicam, como uma luva, a ele: não ceder, inclusive – e principalmente – em seus valores; teimar em defender suas idéias e ideais; ter a cabeça grande (alguma dúvida?) e quando necessário dura, para aquilo que seu feeling empreendedor antecipadamente identifica como sendo algo ruim para a empresa, para ele ou para seus comandados. E, por último, um incansável perseguidor de seus objetivos, sem perseguir ou atropelar as pessoas.

Além de tudo isso, Reilly Rangel é agregador, de um humor inteligente e, também, frágil ao ponto de emocionar (e até chorar) com a tristeza alheia, com as lembranças da infância humilde na Rua 68 ou as limitações do orçamento que não lhe permitia mais do que divertir-se com o “lixo” de uma oficina de rádio e tv – seus brinquedos de infância.

É forte? Sim! Não só para defender os valores aqui humildemente relatados, mas também, e principalmente, quando é preciso demonstrar esta fortaleza para defender sua empresa, família e equipe.

Porém e, acima de tudo, é um líder de uma empresa, líder de pessoas, líder da família.

É alguém que, ao conhecermos, gostamos ou não gostamos. Mas, com certeza, não ficamos indiferentes em sua presença.

Respeito-o e admiro-o, não pelo que ele construiu até agora mas, principalmente, pelo que é possível vislumbrar como uma certa construção de futuro.

Este é, em minhas limitadas palavras, o Esmeraldino Reilly Rangel.

Paulo de Tarso Ferreira Castro

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