Um mundo sem trabalho

Por mais que pareça estranho pensar nessa possibilidade, o assunto do artigo é sobre um mundo pós-trabalho. Esse é o futuro previsto por escritores, professores, cientistas, economistas e outros especialistas.

Ouvimos tanto falar que o os robôs vão roubar os nossos empregos que isso já ficou comum, nem parece mesmo que nos assusta tanto. Ao menos por enquanto no qual não presenciamos consequências impactantes na sociedade.

Eis uma interessante curiosidade: em 1974, a AT&T valia US$ 267 bilhões e empregava 758.611 pessoas; hoje, o Google vale US$ 370 bilhões e conta com 55 mil funcionários.

Você já imaginou como estaria o mundo se os empregos acabassem? A política, a economia e a base das interações sociais se formam nesse sistema, com o seu fim provavelmente toda cultura de uma nação iria sofrer grandes mudanças.   

Segundo o escritor de ficção científica, William Gibson, existe três possibilidades sobrepostas que derivam do declínio do emprego formal. Vamos analisar cada uma delas:

Futuro do consumo – o paradoxo do lazer

“Propósito, significado, identidade, realização, criatividade, autonomia – todas essas coisas que a psicologia positiva nos mostrou serem necessárias para o bem estar não estão presentes nos empregos atuais”, disse o historiador que comemora o fim do trabalho, Benjamim Hunnicutt. Essa insatisfação do indivíduo assalariado poderia ser tomada por um tempo em que as pessoas investissem no lazer, como ficando mais com os familiares.

Contudo, a reportagem analisa esse ponto de vista como problemático – e eu concordo. Isso porque em geral, pessoas desempregadas não usam seu tempo para socializar, elas assistem TV ou dormem. Quem hoje tem uma agenda cheia de compromissos ou cumpri muitas horas semanais trabalhando, é natural aproveitar o tempo livre para viajar, encontrar com amigos e também descansar. Mas o contexto muda para quem está mesmo desempregado; chega uma hora que é cansativo não fazer nada. Além disso, esse grupo tem maior chance de apresentar doenças mentais e físicas.

Futuro da criatividade – a vingança dos artesãos

“É possível que a TI e os robôs extingam os empregos tradicionais e possibilitem uma nova economia artesanal, que giraria em torno da autoexpressão, pela qual as pessoas produziriam coisas artísticas em seu tempo”, falou Lawrence Katz, economista de Havard. Um dos eixos são os espaços makers, em que as pessoas pagam um taxa para com suas máquinas soldar, polir e pintar objetos.  Neste sentido que a impressão 3D teria grande relevância.

Futuro da contingência – “Você por sua conta”

“Há jovens que trabalham meio período na nova economia e se sentem independentes; seu trabalho e suas relações pessoais são duvidosos, e eles afirmam gostar disso”, declarou o professor State John Russo. Aqui seria o futuro do empreendedorismo por necessidade. Hoje já é possível encontrar mais facilmente trabalhos de curto prazo em razão da tecnologia, como através do Uber, o Ebay, e outros aplicativos que distribuem o trabalho dividindo vagas.

 

Esses são alguns dos efeitos secundários da substituição dos trabalhadores por máquinas. Obviamente não é todo ser humano do planeta que vai ficar desempregado, mas milhões de pessoas que serão substituídas por máquinas e softwares criados pelo próprio homem. Mas afinal, como as pessoas iam sobreviver? Como cita a reportagem: “Decidir como cobrar impostos sobre lucros e distribuir renda talvez se tornasse o debate econômico-político mais importante da história”. Realizar algum serviço em troca do aluguel, comprar itens em conjunto com outras pessoas, vender as próprias invenções…  Como você imagina tudo isso?

 

 

 

*Assunto baseado na reportagem da revista HSM

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