Quero ser galinha

O jeito que se consome conteúdos mudou tanto na forma de leitura como em vídeos. A tecnologia trouxe novas possibilidades e assim, ficou mais barato e fácil atingir milhares de pessoas.

As produções brasileiras ganharam força neste sentido. Vários empreendedores chegaram ao mercado principalmente depois que um sucesso explodiu: a Galinha Pintadinha, da paulistana Bromélia Produções. A animação criada em 2006 já possui mais de 4 bilhões de visualizações no Youtube e um faturamento de 200 milhões de reais.

Assim surgiram os palhaços Patati Patata, da Rinaldi Produções – hoje em segundo colocado com faturamento de 35 milhões de reais -; o Peixonauta e Luna, da TV Pinguim; entre outras. Juntas elas somam 6 bilhões de visualizações no Youtube.

Tem um bom tempo que a gente não precisa só da TV para assistir o que gosta. A internet fez surgir às redes sociais, como o Youtube, e mais recentemente os streamings, como a Netflix – que não para de crescer. Além de aplicativos dos mais variados tipos que são do próprio programa que você gosta ou que transmitem qualquer canal; assim dá para assistir do smartphone ou tablet na hora e quando quisermos. As próprias emissoras também se apressaram e criaram suas plataformas on-line e até mesmo, algumas possuem aquela opção de gravar para assistir depois. Hoje não tem mais desculpa, quem quer, assiste.

Do outro lado onde estão os produtores, eles não precisam ser nerds ou estudiosos para criarem conteúdos que farão sucesso. Com animações simples e sem contrato com nenhuma emissora isso já é possível. Postar no Youtube, por exemplo, é uma excelente porta de entrada, depois você precisa torcer para que a criação conquiste os milhões de usuários da rede e se espalha rapidamente. Assim como a Galinha – criada só para pagar as contas – que foi rejeitada por três canais de televisão, e posteriormente postada no Youtube só para facilitar as apresentações nas reuniões. Deu no que deu!

 

 

*Artigo baseado na reportagem da revista Exame

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