As desconexões da internet

Comentário da matéria “As desconexões da internet”

Revista O Globo A Mais

 

Como você lê na internet? Por acaso, você consegue passar o olho, pular de parágrafo em parágrafo, e como se estivesse juntando cacos, entender a ideia do texto? Não se espante se for exatamente assim que você consegue escanear ler os conteúdos que estão na web.

A internet moldou um novo jeito de ler. Através dos hiperlinks, as pessoas podem navegar por vários assuntos. Além disso, o internauta fica sempre na expectativa de uma novidade a cada minuto. Esta quebra de linearidade é assunto de estudo por vários pesquisadores, entre eles Nicholas Carr, um estudioso que se destaca mundialmente por sua postura contrária a leitura fragmentada incentivada pela web.

Em outro momento, já citamos Carr neste blog. A versão brasileira de seu livro “A geração superficial: o que a internet está fazendo com nossos cérebros”, acaba de ser lançada em nosso país e já gera polêmica. A publicação afirma que a linguagem da web perturba nossa concentração e nosso aprendizado. Os estímulos da web influenciam nossa percepção neural, portanto, teríamos uma mudança física e irreversível em nossos cérebros.

Se Carr é enfático na crítica a web, existem pesquisadores em uma postura totalmente oposta. A revista O Globo A Mais nos mostra a versão de Clay Shirky, em seu livro “Lá vem todo mundo”, em que se debruça sobre o aspecto colaborativo da internet. Sua tese é de que a informação picada observada por Carr pode ser vista por outro ângulo: é um diálogo ocorrendo simultaneamente em todo o mundo. Este diálogo não só conecta pessoas como modifica a sociedade de uma forma profunda, benéfica e democrática.

Que a internet modificou a forma que lemos isto é uma verdade inquestionável. Hoje, priorizamos por uma leitura rápida, que acompanhe o ritmo dos acontecimentos. Somos mais ágeis e intuitivos, mas ao mesmo tempo somos mais colaborativos e interativos. Nunca houve um quebra tão marcante dos conceitos de emissor e receptor, a lógica da comunicação linear se alterou. Agora, o discurso não é somente de um para muitos, mas sim de muitos para muitos ou de muitos para um ou ainda de um para muitos. Isto é uma grande conquista para uma sociedade democrática.

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