Como formar as próximas gerações

 

Diante das incógnitas que envolvem o mundo da educação, universidades e empresas ainda não chegaram a uma mesma opinião sobre a formação dos futuros profissionais. Afinal, o que esses agentes esperam dos novos trabalhadores?

As empresas afirmam que os profissionais saem das universidades sem as habilidades que elas procuram. Ao mesmo tempo pesquisas mostram que as companhias estão menos interessadas a investir principalmente nos jovens profissionais, pois eles ficam cada vez menos tempo nos empregos.

Isso é um dos motivos que aponta como tantas pessoas que estudam em ótimas universidades não conseguem arrumar emprego em sua área, e muitas vezes, acabam atuando em mercados diferentes dos que se profissionalizaram.

“É comum que os gestores de empresas não consigam articular com precisão o que estão procurando, mas eles sempre mencionam capacidades como a de resolver problemas, a de trabalhar em grupo, a de se comunicar etc. É isso que uma educação generalista oferece”, afirma Robert Lytle da consultoria Parthenon-EY.

Não tem como negar que as empresas estão menos preocupadas com qual universidade os candidatos estudaram e sim, se eles possuem características como as citadas por Robert.

As instituições de ensino por sua vez, dizem que não são as únicas responsáveis pelo desenvolvimento dos profissionais para o mercado de trabalho, e que não é possível abandonar temas relevantes da educação estruturadas por disciplinas como ciências, matemática e valores humanistas.

Acredito que algumas questões abordadas nas universidades necessitam sim de revisão para avaliar se possuem mesmo necessidade de continuar na grade dos alunos. Temas menos relevantes poderiam dar lugar a novas capacidades que estão relacionadas ao mundo atual, o que não deixa de ser o que as empresas tanto buscam nos profissionais. Por outro lado, a educação não deve ser voltada apenas aos desejos do cenário corporativo, é preciso levar em conta a imensa quantidade de jovens que desejam se tornarem empreendedores. Haveria assim uma mescla de conteúdos: disciplinas tradicionais indispensáveis, como linguagem, matemática, ciências, humanas e artes; uma educação generalista no qual aborda temas como a resolução de problemas, trabalho em equipe e ações proativas; além de questões que envolvem o empreendedorismo.

Também ressalvo que não concordo com a opinião de empresas que dizem não investir em seus funcionários com receio de a deixarem. Eu sempre acreditei na força e nos benefícios de investir em meus colaboradores, a escolha deles trabalharem em outro local é um risco de todos nós empreendedores. Se a empresa for fundamenta em princípios éticos e oferece diferenciais atrativos, como possibilidade de crescimento por competências e um bom salário, os jovens e outros profissionais não vão deixar a companhia facilmente. Devemos reter talentos utilizando de artifícios saudáveis e não o contrário.

 

 

 

*Assunto baseado na reportagem da revista HSM

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