Prontos para o jantar

Os aplicativos para pedir comida ganham espaço no Brasil. Uma tecnologia que ficou por um tempo restrita apenas a pequenos empreendimentos agora chega as grandes redes de delivery.

Empresas como Pizza Hut, China in Box e McDonald’s se juntaram a esse nicho e passaram a oferecer entregas de seus pratos através dos apps. “Os aplicativos são como a praça de alimentação de um shopping: têm um custo alto, mas dão exposição e trazem novos clientes”, diz Robson Shiba, do Grupo TrendFoods.

No Brasil, quem lidera esse setor é o aplicativo iFood – são 6500 restaurantes cadastrados em mais de 70 cidades, e um total de 1,1 milhão de pedidos por mês. A empresa cobra 12% do valor de cada pedido e uma taxa mensal de 100 reais. A segunda colocada é o PedidosJá – presente em mais de 200 cidades e 6000 restaurantes em sua base. Eles cobram taxa de 13%. Depois vem a Hellofood – ela atende 2500 restaurantes de 15 cidades e sobra entra 10 e 15% do valor dos pedidos.

O que as companhias tem feito para crescer neste mercado de nove bilhões de reais por ano? Investimentos pesados em marketing e aquisições de concorrentes. Somente a iFood comprou nos últimos tempos sete diferentes negócios.

Você já pediu comida através de um site ou de um aplicativo? A ação foi prática e simples ou confusa e irritante? Acredito que esses novos serviços podem proporcionar experiências ainda mais satisfatórias para os usuários. Ao menos para os restaurantes eles provaram que são um ótimo negócio. Agora é essencial oferecer vantagens para aumentar sempre mais a base de clientes, além de conseguir tornar natural o hábito de pedir comida pelo smartphone. Se depender principalmente das novas gerações isso está garantido. Contudo não acho que as pessoas mais maduras dispensariam um atendimento via telefone. De qualquer forma, os apps diminuem os gastos e investimentos com vários funcionários que atendem aos pedidos e conseguem atingir um público bastante vasto. Isso já é bem vantajoso para os donos de restaurantes.

 

 

 

*Artigo baseado na reportagem da revista Exame

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