Ação turbinada

Comentário da matéria “Ação turbinada”

Revista Info

 

A tecnologia chegou à bolsa de valores e as operações de compra e venda de ações passaram por uma significativa transformação. As chamadas operações de alta frequência, comandadas por algoritmos sofisticados, ocuparam o lugar do pregão viva-voz. A Revista Info explica em sua matéria como funciona essa tecnologia.

Através da arbitragem de preço, os computadores funcionam como robôs que ao perceberem uma diferença mínima de valores em diferentes mercados, no mesmo instante ele compra onde está mais barato e vende onde está mais caro. Daí começa a disputa acirrada das operadoras e corretoras pela menor latência, pois quanto mais baixa, menor o risco da operação. “Se o sistema da corretora for uma fração de milissegundo mais lento que o da concorrente, ele poderá perder o melhor preço”, afirma Luiz Gustavo Penteado, diretor de mercados da Progress.

Quem programa essas máquinas são seres humanos, portanto, elas também correm o risco de terem falhas. Como explica Gustavo Penteado, “alguns algoritmos são mal programados, os robôs falham e o erro acontece. O trader manda uma ordem de compra no lugar da venda, por exemplo. Acontece tudo muito rápido que não dá para controlar. É como você ter uma Ferrari sem freio. A chance de bater é alta”.

Esse sistema que já domina mais da metade das negociações nas bolsas dos Estados Unidos, ocupa apenas 10% das operações na BM&FBovespa. Mas a tendência é que aconteça uma grande expansão nos próximos meses, o que também contribuirá para isso, será a instalação de um novo sistema de operações na bolsa de São Paulo, chamado Puma. “O Puma aumentará a velocidade da transação, reduzindo a latência e os riscos. A capacidade de operações será aumentada. Isso tende a estimular a alta freqüência”, diz Cícero Augusto Vieira Neto, diretor executivo de operações da BM&FBovespa.

Como já comentado aqui na matéria sobre o Big Data, os algoritmos já fazem parte da nossa realidade. A lógica que antes era cercada por matemáticos e dentro das academias, agora extrapola o universo científico e já ocupa lugar dentro das organizações. Mas é preciso lembrar que não basta apenas ter dados, é preciso usá-los de maneira estratégica e inteligente para que eles possam atender as necessidades do seu negócio.

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