A ordem é competir

Comentário da matéria “A ordem é competir”

Jornal Valor Econômico

 

O Jornal Valor Econômico ousou ao publicar uma matéria aprofundada e complexa sobre o patamar brasileiro quando o assunto é inovação.  A reportagem de capa, escrita por Chico Santos, do Rio de Janeiro, e Cyro Andrade, de São Paulo, retrata um país, que apesar de alguns passos, ainda está muito atrasado perante o cenário mundial. Pelo déficit em inovação, o Brasil não apresenta ganhos expressivos em competitividade.

Os autores destacam a importância de uma gestão do conhecimento como bem intangível, mas que é a garantia de uma propriedade industrial e intelectual da inovação.  Não a toa que ocupa lugar de referência o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) – um passo importante nos arranjos de políticas para o incentivo à inovação.

As áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Biotecnologia e Fármacos obtêm destaque nas políticas do Inpi. Estes três nichos foram eleitos pelo governo para testar as potencialidades do país na linha de frente da competitividade.

Ao ser entrevistado pelo Jornal, o presidente do Inpi, Jorge Ávila, revela algumas iniciativas importantes para se colocar o Brasil na rota das inovações, como a ampliação dos recursos e das facilidades por parte dos órgãos de fomento e o incentivo a pesquisa e desenvolvimento no Brasil.

O economista Willian Lazonick, pesquisador da Academic-Industry Research Network, dos Estados Unidos e professor da Universidade de Massachusetts, acrescenta dois impulsos extremamente inerentes ao estímulo a inovação. A regulação das políticas da inovação, papel a ser exercido pelo INPE, e a qualidade da educação pública oferecida pelo governo.

Importantes dicas para um país que precisa galgar rapidamente a níveis mais competitivos. Precisamos resgatar o tempo perdido. Repare: em 2011, partiram daqui 586 pedidos de registro de patentes no United States Patent and Trademark Office (órgão americano de propriedade intectual), número maior que os 219 pedidos depositados em 2000. Entretanto, no mesmo período, a China passou de 626 para 10545 requerimentos e a Índia, de 643 para 4548.

O Brasil precisa de uma estratégia conjunta, em que vários atores da sociedade civil se organizem. Estados, empresários, comunidade e universidade devem trabalhar para impulsionar a inovação, como postura a ser continuamente desenvolvida, a fim de alcançarmos aprimoramento nos níveis de competitividade e desempenho internacionais. Esta é uma bandeira a ser continuamente hasteada por nós.

 

 

 

 

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